Difícil era acreditar que isso ia acontecer de novo. E exatamente da mesma forma das anteriores, mas com uma intensidade maior. E diferente.
Difícil é pensar que talvez possa dar certo, depois de tantas tentativas frustradas...
Difícil é acreditar que finalmente eu canto aquelas músicas de novo, cantando bem alto sem me preocupar com o pessoal do apartamento do lado. E talvez eu esteja até feliz.
Difícil é acreditar que eu não estou preocupado nem um pouquinho com o que pode acontecer nos próximos dias, porque o dia de hoje foi melhor do que o de ontem e eu sou otimista o bastante pra acreditar que isso vai durar.
Difícil é acreditar que finalmente alguém ocupou aquele espaço vago aqui dentro.
Difícil demais vai ser eu acordar desse sonho, quando finalmente eu conseguir colocar os pés no chão e perceber que tudo não passou de um delírio. E talvez eu queira permanecer sonhando...
Mas mais difícil do que tudo isso é ficar um dia inteiro sem pelo menos te dizer um "oi" e esperar ansiosa e deliciosamente pela sua resposta.
"por onde andei enquanto você me procurava?
será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?"
quinta-feira, março 22, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
6.03 - It Happened One Night
[ It happened one night ]
Eu sempre gostei de viajar. E, mesmo naquelas viagens bem grandes, pra um lugar muito especial que eu estou louco pra ir, a minha parte preferida é a estrada. Sentir o cheiro da estrada, das árvores, até da gasolina queimada, tudo isso me faz sentir uma felicidade única, uma coisa tão íntima que chega a ser confessional nesse momento.
Às vezes eu tenho preguiça de viver, sabe? De ter que encarar a semana inteira de faculdade e trabalho pra depois pegar duzendos ônibus e chegar em Sete Lagoas. Dormir um dia, ou dois, e recomeçar. pegar os mesmos duzentos ônibus de volta. Isso demanda um esforço gigante (deixando nesse momento o "podia ser bem pior" de lado). É praticamente perder o dia todo viajando. Só de pensar que isso ainda vai durar pelo menos mais três anos é meio desanimador.
Mas eu meio que esqueço de tudo quando estou na estrada. E lá, com o meu fone de ouvido pendurado ou não, é que eu me sinto feliz. Feliz mesmo, daquele jeito cinematográfico, com direito a sorriso espontâneo, olhos fechados e respiração profunda (eu poderia atá abrir os braços e gritar "yuhuu", mas eu estou dentro de um ônibus, né...).
Por isso que eu não morro sem fazer um road movie. E por isso que eu tendo a gostar de road movies. Afinal, é assim que a vida corre, né? Na velocidade máxima que um motor pode alcançar. Às vezes a estrada tem limite de velocidade, às vezes leva-se multas, mas o prazer de sentir o vento no rosto compensa tudo isso.
Dica de locadora: It happened one night (Aconteceu naquela noite) - Uma jovem mimada resolve fugir de casa após seu pai não concordar que ela se case com um playboy. É quando ela encontra um charmoso jornalista que acaba lhe passando algumas lições de vida. Idéia pouco original. Mas estamos em 1934 e o diretor é Frank Capra, ou seja, obra prima.
Citação: "Country road, take me home to the place I belong" ("Country Road")
Trilha Sonora: That's the way the world goes 'round, by Norah Jones
Eu sempre gostei de viajar. E, mesmo naquelas viagens bem grandes, pra um lugar muito especial que eu estou louco pra ir, a minha parte preferida é a estrada. Sentir o cheiro da estrada, das árvores, até da gasolina queimada, tudo isso me faz sentir uma felicidade única, uma coisa tão íntima que chega a ser confessional nesse momento.
Às vezes eu tenho preguiça de viver, sabe? De ter que encarar a semana inteira de faculdade e trabalho pra depois pegar duzendos ônibus e chegar em Sete Lagoas. Dormir um dia, ou dois, e recomeçar. pegar os mesmos duzentos ônibus de volta. Isso demanda um esforço gigante (deixando nesse momento o "podia ser bem pior" de lado). É praticamente perder o dia todo viajando. Só de pensar que isso ainda vai durar pelo menos mais três anos é meio desanimador.
Mas eu meio que esqueço de tudo quando estou na estrada. E lá, com o meu fone de ouvido pendurado ou não, é que eu me sinto feliz. Feliz mesmo, daquele jeito cinematográfico, com direito a sorriso espontâneo, olhos fechados e respiração profunda (eu poderia atá abrir os braços e gritar "yuhuu", mas eu estou dentro de um ônibus, né...).
Por isso que eu não morro sem fazer um road movie. E por isso que eu tendo a gostar de road movies. Afinal, é assim que a vida corre, né? Na velocidade máxima que um motor pode alcançar. Às vezes a estrada tem limite de velocidade, às vezes leva-se multas, mas o prazer de sentir o vento no rosto compensa tudo isso.
Dica de locadora: It happened one night (Aconteceu naquela noite) - Uma jovem mimada resolve fugir de casa após seu pai não concordar que ela se case com um playboy. É quando ela encontra um charmoso jornalista que acaba lhe passando algumas lições de vida. Idéia pouco original. Mas estamos em 1934 e o diretor é Frank Capra, ou seja, obra prima.
Citação: "Country road, take me home to the place I belong" ("Country Road")
Trilha Sonora: That's the way the world goes 'round, by Norah Jones
sexta-feira, março 02, 2007
6.02 - Little Manhattan
[ Little Manhattan ]
E de repente o filme me fez pensar. E talvez pensar mais na minha própria vida mais do que qualquer outro filme. O responsável por isso foi “Little Manhattan”, uma despretensiosa história sobre um garoto de 10 anos que se apaixona pela sua companheira de caratê, de 11 anos. Tudo no filme soa tão real, mesmo na mais bizarra das cenas, em que a consciência do garoto (na forma de um mestre oriental das artes marciais) aparece para o menino, lhe dando conselhos sobre beijar ou não a garota durante um treino (algo como o Mundo de Bobby em ação real). É tudo tão plausível, tudo tão doce e tudo tão infantil. Acho que ninguém deveria perder esse sabor doce que a gente sente quando é criança e se apaixona pela primeira vez. Quem é que não disse as coisas erradas na hora errada? Quem é que não ficou sem ação, sem saber como agir diante daquela pessoa especial? Quando se é criança, as barreiras são tão grandes. Tem a insegurança, tem o medo da rejeição, a dúvida… E não somos sempre assim mesmo depois de crescidos? Você aí pode até dizer que a diferença é que o amor infantil passa logo. Pois eu digo que fica, e dura tanto quanto qualquer outro amor, proporcionalmente falando.
Talvez sejamos até mais fortes aos 10 anos. Talvez consigamos enfrentar melhor as vicissitudes do amor e conseguir superar. É óbvio que também é muito mais difícil assumir os nossos sentimentos, pois ainda não se sabe o que fazer com eles. Mas falando sério, quando é que se sabe?
Só temos a aprender com essas crianças e seus amores, e valoriza-los um pouco mais. Quem sabe assim nossas vidas amorosas pseudomaduras seriam bem melhores…
Pode haver outros amores, maiores e melhores, mas nunca outro primeiro amor.
Dica de locadora: Little Manhattan (ABC do Amor) - é a tal história do garotinho de 10 anos tentnado viver uma história de amor na grande maçã (apesar de que sua mãe só o deixa ir até a rua 72)
Citação: "Esta vida é um punhal de dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais." (Menotti del Picchia)
Trilha Sonora: Cannonball, by Damien Rice
E de repente o filme me fez pensar. E talvez pensar mais na minha própria vida mais do que qualquer outro filme. O responsável por isso foi “Little Manhattan”, uma despretensiosa história sobre um garoto de 10 anos que se apaixona pela sua companheira de caratê, de 11 anos. Tudo no filme soa tão real, mesmo na mais bizarra das cenas, em que a consciência do garoto (na forma de um mestre oriental das artes marciais) aparece para o menino, lhe dando conselhos sobre beijar ou não a garota durante um treino (algo como o Mundo de Bobby em ação real). É tudo tão plausível, tudo tão doce e tudo tão infantil. Acho que ninguém deveria perder esse sabor doce que a gente sente quando é criança e se apaixona pela primeira vez. Quem é que não disse as coisas erradas na hora errada? Quem é que não ficou sem ação, sem saber como agir diante daquela pessoa especial? Quando se é criança, as barreiras são tão grandes. Tem a insegurança, tem o medo da rejeição, a dúvida… E não somos sempre assim mesmo depois de crescidos? Você aí pode até dizer que a diferença é que o amor infantil passa logo. Pois eu digo que fica, e dura tanto quanto qualquer outro amor, proporcionalmente falando.
Talvez sejamos até mais fortes aos 10 anos. Talvez consigamos enfrentar melhor as vicissitudes do amor e conseguir superar. É óbvio que também é muito mais difícil assumir os nossos sentimentos, pois ainda não se sabe o que fazer com eles. Mas falando sério, quando é que se sabe?
Só temos a aprender com essas crianças e seus amores, e valoriza-los um pouco mais. Quem sabe assim nossas vidas amorosas pseudomaduras seriam bem melhores…
Pode haver outros amores, maiores e melhores, mas nunca outro primeiro amor.
Dica de locadora: Little Manhattan (ABC do Amor) - é a tal história do garotinho de 10 anos tentnado viver uma história de amor na grande maçã (apesar de que sua mãe só o deixa ir até a rua 72)
Citação: "Esta vida é um punhal de dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais." (Menotti del Picchia)
Trilha Sonora: Cannonball, by Damien Rice
domingo, fevereiro 11, 2007
6.01 - Career Oportunities
[ Career Oportunities ]
No dia que antecedeu a entrevista, eu quase desisti de tudo. Juro. Eu tava com preguiça demais de mudar o rumo da minha vida, perder minhas férias e minha adorada rotina taurina. E de repente tudo dependia daquela decisão: ir ou não ir. Fui. Comecei. Aprendi mais coisas na marra em 3 horas de estágio do que nas minhas férias todas. E é pra lá que eu vou amanhã. E depois, e depois. Pra alguém que nunca havia trabalhado sério na vida, é um grande passo. E eu sinceramente desconfio de que tenha sido o passo mais importante de toda a minha existência. Agora sim vão me levar a sério se eu disser que quero ser alguém na vida. Ontem uma mulher me parou na rua pra fazer uma dessas pesquisas e perguntou se eu tava trabalhando. Eu disse que estava. E ela acreditou. Eu fiquei feliz por isso, embora ainda seja cedo para avaliar o real significado do trabalho (um estágio de 16 horas semanais apenas) na minha tão parada vida.
Agora eu não posso mais ficar acordado até as 5 vendo todo filme que passar nem na internet esperando alguém entrar no msn pra eu ter com quem conversar. Agora eu não posso mais acordar com a leveza de não ter compromisso na vida que não seja olhar meu e-mail e postar nas minhas comunidades virtuais.
É. To trabalhando. Minha barba cresce muito mais rápido do que a minha vontade de fazê-la, minhas crises de autopiedade estão menos freqüentes (embora seja algo que faça parte da minha personalidade), as músicas que eu gostava antes estão meio estúpidas agora que eu percebo que só fui ouvir porque o clipe passou na MTV. E os filmes que eu vejo (cada vez menos filmes, porém melhores) me tocam mais. Tanto que me fazem chorar. Muito. E me fazem perceber “que diabos eu to fazendo com a minha vida”. Eu descobri que entrar no estágio é a única coisa que potencialmente vai mudar a minha vida. Eu achava que ter entrado na universidade fosse mudar tudo, mas a única coisa que realmente mudou foi o cenário das minhas lamentações. Agora eu acho que é pra valer.
Agora eu vou viver.
As coisas mais importantes da minha vida estão numa pasta, com o meu nome e um ícone em forma de janela aberta para as nuvens na área de trabalho do computador. Ta na hora de fazer o meu mundo real ser um pouco mais interessante. E ta mais que na hora de fazer um filme.
Dica de locadora: Career Oportunities (Construindo uma carreira) - todo mundo já deve ter visto essa história na sessão da tarde, sobre um garoto desesperado por um emprego que passa a noite numa loja de departamentos ao lado da Jennifer Connelly...
Citação: "creo que he visto una luz al otro lado del río" (Jorge Drexler)
Trilha sonora: Irreplaceable, by Beyoncé Knowles
No dia que antecedeu a entrevista, eu quase desisti de tudo. Juro. Eu tava com preguiça demais de mudar o rumo da minha vida, perder minhas férias e minha adorada rotina taurina. E de repente tudo dependia daquela decisão: ir ou não ir. Fui. Comecei. Aprendi mais coisas na marra em 3 horas de estágio do que nas minhas férias todas. E é pra lá que eu vou amanhã. E depois, e depois. Pra alguém que nunca havia trabalhado sério na vida, é um grande passo. E eu sinceramente desconfio de que tenha sido o passo mais importante de toda a minha existência. Agora sim vão me levar a sério se eu disser que quero ser alguém na vida. Ontem uma mulher me parou na rua pra fazer uma dessas pesquisas e perguntou se eu tava trabalhando. Eu disse que estava. E ela acreditou. Eu fiquei feliz por isso, embora ainda seja cedo para avaliar o real significado do trabalho (um estágio de 16 horas semanais apenas) na minha tão parada vida.
Agora eu não posso mais ficar acordado até as 5 vendo todo filme que passar nem na internet esperando alguém entrar no msn pra eu ter com quem conversar. Agora eu não posso mais acordar com a leveza de não ter compromisso na vida que não seja olhar meu e-mail e postar nas minhas comunidades virtuais.
É. To trabalhando. Minha barba cresce muito mais rápido do que a minha vontade de fazê-la, minhas crises de autopiedade estão menos freqüentes (embora seja algo que faça parte da minha personalidade), as músicas que eu gostava antes estão meio estúpidas agora que eu percebo que só fui ouvir porque o clipe passou na MTV. E os filmes que eu vejo (cada vez menos filmes, porém melhores) me tocam mais. Tanto que me fazem chorar. Muito. E me fazem perceber “que diabos eu to fazendo com a minha vida”. Eu descobri que entrar no estágio é a única coisa que potencialmente vai mudar a minha vida. Eu achava que ter entrado na universidade fosse mudar tudo, mas a única coisa que realmente mudou foi o cenário das minhas lamentações. Agora eu acho que é pra valer.
Agora eu vou viver.
As coisas mais importantes da minha vida estão numa pasta, com o meu nome e um ícone em forma de janela aberta para as nuvens na área de trabalho do computador. Ta na hora de fazer o meu mundo real ser um pouco mais interessante. E ta mais que na hora de fazer um filme.
Dica de locadora: Career Oportunities (Construindo uma carreira) - todo mundo já deve ter visto essa história na sessão da tarde, sobre um garoto desesperado por um emprego que passa a noite numa loja de departamentos ao lado da Jennifer Connelly...
Citação: "creo que he visto una luz al otro lado del río" (Jorge Drexler)
Trilha sonora: Irreplaceable, by Beyoncé Knowles
SEASON SIX PREMIERE
É isso aí. Já são seis as temporadas dessas minhas historinhas. Eu lembro que na primeira eu tinha 15 anos. Ou 16. Agora tenho 18. Pouco, né? Não pra mim.
Nos últimos meses, comecei a trabalhar, mudei de apartamento em Belo Horizonte e três membros da minha família acabaram de se mudar também. Estou sozinho no mundo? Talvez ler filosofia me console. (que mundo?)
Mas eu acho que o mais importante é continuar caminhando...
Nos últimos meses, comecei a trabalhar, mudei de apartamento em Belo Horizonte e três membros da minha família acabaram de se mudar também. Estou sozinho no mundo? Talvez ler filosofia me console. (que mundo?)
Mas eu acho que o mais importante é continuar caminhando...
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Episode 5.22 [ It's a wonderful life! ]
Season Finale
Episode 5.22 [ It's a wonderful life ]
post originalmente escrito em 24/12/06
E aqui, na véspera do natal, já posso fazer um balanço do ano que passou. Conheci grandes pessoas, pessoas enormes, pessoas boas, pessoas ruins, pessoas diferentes. E aprendi muito com cada uma delas. No fim, é isso o que importa: como aproveitamos a companhia da pessoas que está ao nosso lado. Pessoas passam por nossas vidas a vida inteira. Você pode sair intacto, ileso e completamente imune a elas. Ou pode levar com você um pouco de cada uma, o que faz de você uma pessoa maior e, quem sabe, melhor.
Não cumpri minhas metas para o ano de 2006. Mas de que isso importa. EU acho que cumpri minha missão fazendo algumas pessoas felizes. Não fiz um grande filme. Não fiz uma banda. Não encontrei o amor da minha vida. Mas fiz amigos. E sonhei. O que é a vida sem um sonho?
Estou ainda aprendendo aos poucos a viver o agora. Sonhar sim, mas me iludir nunca. Sem preocupações com o passado e sem grandes expectativas para o futuro. E ser eu mesmo, com minhas limitações e exaltações. Com minha cara e minha coragem. Com minha música e meu blog. Com meus amores platônicos e minhas histórias.
E eu amo. Um verbo que não precisa de objeto.
Feliz natal pra quem sabe o que é o natal.
It’s a wonderful life – A felicidade não se compra: James Stewart estréia um dos mais belos filmes de natal sobre um homem desesperado que vai tentar se suicidar e é ajudado por um anjo iluminado, que o faz acreditar que ainda há bons motivos para continuar vivendo.
Soundtrack: Happy Xmas, by John Lennon
“so this is Christmas… and what have you done?”
Episode 5.22 [ It's a wonderful life ]
post originalmente escrito em 24/12/06
E aqui, na véspera do natal, já posso fazer um balanço do ano que passou. Conheci grandes pessoas, pessoas enormes, pessoas boas, pessoas ruins, pessoas diferentes. E aprendi muito com cada uma delas. No fim, é isso o que importa: como aproveitamos a companhia da pessoas que está ao nosso lado. Pessoas passam por nossas vidas a vida inteira. Você pode sair intacto, ileso e completamente imune a elas. Ou pode levar com você um pouco de cada uma, o que faz de você uma pessoa maior e, quem sabe, melhor.
Não cumpri minhas metas para o ano de 2006. Mas de que isso importa. EU acho que cumpri minha missão fazendo algumas pessoas felizes. Não fiz um grande filme. Não fiz uma banda. Não encontrei o amor da minha vida. Mas fiz amigos. E sonhei. O que é a vida sem um sonho?
Estou ainda aprendendo aos poucos a viver o agora. Sonhar sim, mas me iludir nunca. Sem preocupações com o passado e sem grandes expectativas para o futuro. E ser eu mesmo, com minhas limitações e exaltações. Com minha cara e minha coragem. Com minha música e meu blog. Com meus amores platônicos e minhas histórias.
E eu amo. Um verbo que não precisa de objeto.
Feliz natal pra quem sabe o que é o natal.
It’s a wonderful life – A felicidade não se compra: James Stewart estréia um dos mais belos filmes de natal sobre um homem desesperado que vai tentar se suicidar e é ajudado por um anjo iluminado, que o faz acreditar que ainda há bons motivos para continuar vivendo.
Soundtrack: Happy Xmas, by John Lennon
“so this is Christmas… and what have you done?”
Episode 5.21 [ Before Sunset ]
Episode 5.21 [ Before Sunset ]
Antes do anoitecer eu encontro um sentido pra vida e pra esse blog que ninguem entende completamente além de mim. E antes do anoitecer eu vou ser alguém na vida.
Before sunset - antes do anoitecer: continuação do filme citado no post anterior, reencontro dos dois personagens numa odisséia (relembrando Joyce) de sentimentos e confissões. Se você tivesse uma segunda chance?...
Soundtrack: From this moment on, by Shania Twain
"from this moment, life has begun"
Antes do anoitecer eu encontro um sentido pra vida e pra esse blog que ninguem entende completamente além de mim. E antes do anoitecer eu vou ser alguém na vida.
Before sunset - antes do anoitecer: continuação do filme citado no post anterior, reencontro dos dois personagens numa odisséia (relembrando Joyce) de sentimentos e confissões. Se você tivesse uma segunda chance?...
Soundtrack: From this moment on, by Shania Twain
"from this moment, life has begun"
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Episode 5.20 [ Before Sunrise ]
Episode 5.20 [ Before Sunrise ]
Amor, meu grande amor...
Sabe quando você fica lutando contra o sono (e chega num ponto que ele já não faz a menor diferença, você se imuniza...) até altas horas só esperando alguém aparecer na internet pra fazer sua vida toda fazer sentido em dez segundos? É uma versão melhorada de "esperar cair do céu", mas mais concreta. Será? Acho que não...
POis é. Aí você passeia dentro do seu próprio pensamento tentando fugir da autopiedade, vendo o rosto das pessoas que já te decepcionaram e que nem sabem disso. Então...
Num desses devaneios acabei lembrando de você. E lembrei que se você estivesse por perto talvez seria diferente. Talvez a minha escrita piegas lida-por-ninguém fizesse algum sentido, se as linhas fossem solfejadas pelos seus lábios baixinho do jeito que você sempre faz quando lê. E lê tão atentamente, e vive tão intensamente...
Lembra daquele filme que a gente viu junto? Eu comprei. Pra te dar de presente, talvez um dia. Eu me lembrei de todos os comentários metafísicos que você fez sobre almas gêmeas e como a gente poderia ter uma vida amorosa mais bem-sucedida do que a dos predestinados protagonistas. Aquilo era Hollywood, baby. Nós vivemos num vale bem menos glamuroso. Aqui a chuva não é misturada ao leite e as lágrimas são reais. Elas não vão embora se alguém, alheio a qualquer emoção, disser "corta!".
Aqui, o mais perto que a gente pode chegar da felicidade é sonhando. Principalmente com você tão distante. Você vai ter que me perdoar (você não tem escolha, na verdade) mas eu me esqueci de seu rosto. Como se tivesse sido em vão aquela noite em que eu deccorei todos os seus traços com as pontas dos dedos. Hoje não te vejo mais tão nítida, nem se eu fechar os olhos e tentar imaginar seus movementos.
Se você estivesse aqui, diria que meu sentimentalismo barato não funciona com alguém como você e que eu deveria procurar um psiquiatra. Ou então, nos seus melhores dias, diria que eu deveria vender meu texto para escrever uma novela.
Você criticaria minhas vírgulas incertas e minhas conjugações inseguras e talvez diria que meu futuro é escrever num blog desconhecido. Mas eu sei que você acredita nos meus sonhos e quer estrelar um filme meu, ah! se sei.
Estou esperando ansiosamente pela sua volta para assistirmos à segunda parte do filme. Continuações desnecessárias, reticências tagarelas e palavras fugidias... é o que me sobra.
Se ao menos você existisse em um mundo exterior à minha mente... se ao menos você se fizesse real antes do amanhecer...
Before sunrise - Antes do amanhecer: Ethan Hawke, Julie Delpy, Viena e as duas horas mais bem-passadas da vida de alguém (o espectador, no caso). Qualquer comentário é insuficiente.
Soundtrack: Segredos, by Frejat
Amor, meu grande amor...
Sabe quando você fica lutando contra o sono (e chega num ponto que ele já não faz a menor diferença, você se imuniza...) até altas horas só esperando alguém aparecer na internet pra fazer sua vida toda fazer sentido em dez segundos? É uma versão melhorada de "esperar cair do céu", mas mais concreta. Será? Acho que não...
POis é. Aí você passeia dentro do seu próprio pensamento tentando fugir da autopiedade, vendo o rosto das pessoas que já te decepcionaram e que nem sabem disso. Então...
Num desses devaneios acabei lembrando de você. E lembrei que se você estivesse por perto talvez seria diferente. Talvez a minha escrita piegas lida-por-ninguém fizesse algum sentido, se as linhas fossem solfejadas pelos seus lábios baixinho do jeito que você sempre faz quando lê. E lê tão atentamente, e vive tão intensamente...
Lembra daquele filme que a gente viu junto? Eu comprei. Pra te dar de presente, talvez um dia. Eu me lembrei de todos os comentários metafísicos que você fez sobre almas gêmeas e como a gente poderia ter uma vida amorosa mais bem-sucedida do que a dos predestinados protagonistas. Aquilo era Hollywood, baby. Nós vivemos num vale bem menos glamuroso. Aqui a chuva não é misturada ao leite e as lágrimas são reais. Elas não vão embora se alguém, alheio a qualquer emoção, disser "corta!".
Aqui, o mais perto que a gente pode chegar da felicidade é sonhando. Principalmente com você tão distante. Você vai ter que me perdoar (você não tem escolha, na verdade) mas eu me esqueci de seu rosto. Como se tivesse sido em vão aquela noite em que eu deccorei todos os seus traços com as pontas dos dedos. Hoje não te vejo mais tão nítida, nem se eu fechar os olhos e tentar imaginar seus movementos.
Se você estivesse aqui, diria que meu sentimentalismo barato não funciona com alguém como você e que eu deveria procurar um psiquiatra. Ou então, nos seus melhores dias, diria que eu deveria vender meu texto para escrever uma novela.
Você criticaria minhas vírgulas incertas e minhas conjugações inseguras e talvez diria que meu futuro é escrever num blog desconhecido. Mas eu sei que você acredita nos meus sonhos e quer estrelar um filme meu, ah! se sei.
Estou esperando ansiosamente pela sua volta para assistirmos à segunda parte do filme. Continuações desnecessárias, reticências tagarelas e palavras fugidias... é o que me sobra.
Se ao menos você existisse em um mundo exterior à minha mente... se ao menos você se fizesse real antes do amanhecer...
Before sunrise - Antes do amanhecer: Ethan Hawke, Julie Delpy, Viena e as duas horas mais bem-passadas da vida de alguém (o espectador, no caso). Qualquer comentário é insuficiente.
Soundtrack: Segredos, by Frejat
terça-feira, outubro 31, 2006
Episode 5.19 [ Dirty Dancin' ]
Episode 5.19 [ Dirty Dancin' ]
ou "Dança - um espetáculo em três atos"
Sábado:
As pequenas luzes verdes refletiam-se por todo o teto daquela pista de dança enquanto os desenhos produzidos pela luminosidade no breu me faziam viajar pra algum lugar bem longe dali. Era um lugar onde aquela música não tocava e onde era mais fácil respirar. Rodando em círculos, eu não estava mais em mim. Talvez isso tenha durado só um segundo, mas foi o melhor segundo, que me fez ganhar o dia todo e esquecer aquele início de fim de semana preenchido com mau-humor. A luz verde rabiscou a parede e eu já nem sabia mais que horas eram; já tinha me esquecido completamente dos meus trabalhos e das minhas preocupações e até mesmo da minha recente oscilação de estado de espírito. Era só a luz verde bruxuleante. E ela. A mesma que antes havia estado em um dos meus sonhos mais de 6 meses antes. Aquela que eu nem sabia o nome. Aquela que dançava parecendo ouvir os mesmos acordes que só eu conseguia ouvir no salão cheio de gente. Eu não precisava saber o nome dela, nem mesmo tentar falar com ela (até porque eu provavelmente me decepcionaria). Estava feliz só de vê-la se movimentar, como há muito tempo eu não via. E meus sonhos eram pretos, brancos, laranjas e de novo pretos.
Domingo:
Ela era apenas um texto, um emaranhado de palavras na tela do computador. Mas eu juro que podia vê-la. Concreta, alegre, intensa e presente. Seus cabelos castanhos estavam presos e o seu corpo rodopiava, numa coreografia complexa entre as minhas frases. Era só mais um personagem entre as centenas que eu conhecia bem (por tê-los criados a todos) mas tinha sua própria personalidade. E com sua plena obstinação, fugiu também de mim, tirando-me a capacidade de expor sua dança em letras.
Segunda:
No pequeno palco, haviam várias. Mas meus olhos foram imediatamente atraídos para um ponto peculiar, onde a dançarina se expressava. Seu corpo se movia rapidamente, e era tão única e tão emocionada que todas as outras dançarinas pareciam ser a sua sombra. Ela governou o palco e o meu pensamento. Tão firme e decidida, tão bem distribuída em preto e púrpura, tão sincera e sofrida. E outra vez eu me perdi em movimentos. E outra vez...
Talvez eu nunca mais a verei, mas eu imploraria por uma chance de dizer a ela que foi a melhor coisa do meu dia vê-la deslizar no palco ao som do flamenco. Não sei o nome (mas descobriria, se quisesse). E consideraria palavras inúteis, pois qualquer palavra não substituiria a sua dança.
Dirty dancin' - Ritmo quente: um filme inexplicavelmente tocável. Uma história simples transformada em prova de amor, entre Patrick Swayze e Jennifer Gray, com uma trilha sonora espetacular e cenas antológicas. E inutilmente descrita aqui.
Soundtrack: Hungry Eyes, by Richard Marx
"I feel the magic between you and I..."
NOTA: lembre-me de tomar Piña Colada todos os dias da minha vida...
ou "Dança - um espetáculo em três atos"
Sábado:
As pequenas luzes verdes refletiam-se por todo o teto daquela pista de dança enquanto os desenhos produzidos pela luminosidade no breu me faziam viajar pra algum lugar bem longe dali. Era um lugar onde aquela música não tocava e onde era mais fácil respirar. Rodando em círculos, eu não estava mais em mim. Talvez isso tenha durado só um segundo, mas foi o melhor segundo, que me fez ganhar o dia todo e esquecer aquele início de fim de semana preenchido com mau-humor. A luz verde rabiscou a parede e eu já nem sabia mais que horas eram; já tinha me esquecido completamente dos meus trabalhos e das minhas preocupações e até mesmo da minha recente oscilação de estado de espírito. Era só a luz verde bruxuleante. E ela. A mesma que antes havia estado em um dos meus sonhos mais de 6 meses antes. Aquela que eu nem sabia o nome. Aquela que dançava parecendo ouvir os mesmos acordes que só eu conseguia ouvir no salão cheio de gente. Eu não precisava saber o nome dela, nem mesmo tentar falar com ela (até porque eu provavelmente me decepcionaria). Estava feliz só de vê-la se movimentar, como há muito tempo eu não via. E meus sonhos eram pretos, brancos, laranjas e de novo pretos.
Domingo:
Ela era apenas um texto, um emaranhado de palavras na tela do computador. Mas eu juro que podia vê-la. Concreta, alegre, intensa e presente. Seus cabelos castanhos estavam presos e o seu corpo rodopiava, numa coreografia complexa entre as minhas frases. Era só mais um personagem entre as centenas que eu conhecia bem (por tê-los criados a todos) mas tinha sua própria personalidade. E com sua plena obstinação, fugiu também de mim, tirando-me a capacidade de expor sua dança em letras.
Segunda:
No pequeno palco, haviam várias. Mas meus olhos foram imediatamente atraídos para um ponto peculiar, onde a dançarina se expressava. Seu corpo se movia rapidamente, e era tão única e tão emocionada que todas as outras dançarinas pareciam ser a sua sombra. Ela governou o palco e o meu pensamento. Tão firme e decidida, tão bem distribuída em preto e púrpura, tão sincera e sofrida. E outra vez eu me perdi em movimentos. E outra vez...
Talvez eu nunca mais a verei, mas eu imploraria por uma chance de dizer a ela que foi a melhor coisa do meu dia vê-la deslizar no palco ao som do flamenco. Não sei o nome (mas descobriria, se quisesse). E consideraria palavras inúteis, pois qualquer palavra não substituiria a sua dança.
Dirty dancin' - Ritmo quente: um filme inexplicavelmente tocável. Uma história simples transformada em prova de amor, entre Patrick Swayze e Jennifer Gray, com uma trilha sonora espetacular e cenas antológicas. E inutilmente descrita aqui.
Soundtrack: Hungry Eyes, by Richard Marx
"I feel the magic between you and I..."
NOTA: lembre-me de tomar Piña Colada todos os dias da minha vida...
domingo, outubro 22, 2006
Episode 5.18 [ Everybody Says 'I Love You' ]
Episode 5.18 [ Everybody Says 'I Love You' ]
O sol está estranhamente brilhando como numa manhã de primavera. Bem... é uma manhã de primavera, mas ainda não passou das 6. Não passou das seis e eu nem fui dormir. Pensando, postando, escrevendo, sorrindo... conjugando verbos e verbos... lendo. Hoje eu vi a propaganda antiga do Laka. Aquela que toca Cryin' in the Rain que o A-Ha gravou, mas na propaganda não era o A-Ha cantando. E é uma propaganda tão bonita, tão pura, tão tocante. É uma propaganda que me faz chorar. É uma propaganda que traz à tona todas as minhas frustrações com a minha adolescência incompleta. Como eu queria ter vivido mais, mas afinal de contas eu acho que devo mesmo ser diferente. Eu ainda não sei no que exatamente eu errei pra não ter tido um início de adolescência perfeito. Talvez comecei mal mudando toda hora de cidade...
Acontece que me apaixonei na sexta série por duas pessoas diferentes de duas maneiras diferentes ao mesmo tempo. E por outra na sétima série. E por outra na oitava. E por outa no primeiro ano. E por outra no segundo. E por outra no terceio ano (que coincidentemente é a mesma da época da oitava série). Que estranho... só um desses amores realmente se concretizou. E olha que foi bem difícil.
O que será que deu errado? Eu ainda estou tentando acreditar que nada disso é culpa minha e que eu ainda tenho chance. Tudo o que eu fiz nessa vida (exceto uma ou duas coisas) amorosa aleijada foi banal. Tudo realmente trivial. O que ficou, o sentimento verdadeiro, na verdade nunca existiu. E eu ainda passo as madrugadas sozinho na internet esperando cair do céu a minha chance de ouro. E eu ainda espero incessantemente por alguém. Ou não...
Eu leio posts alheios que falam de blogs antigos... e eu entro no meu blog antigo. O terceiro da minha vida (o primeiro não existe mais e o segundo era de cinema). Mais pessoal impossível. Acho que nunca fui tão verdadeiro comigo mesmo quanto na época daquele blog. E foi a época mais feliz da minha vida...
Everybody says 'I love you' - Todos dizem 'eu te amo': uma comédia romântica musical que tinha tudo pra ser normal, mas foi ser um filme de Woody Allen ehehe. Drew Barrymore, Julia Roberts, Goldie Hawn, Natalie Portman e um elenco foda, alguma música e muitos beijos. Não assista, é tortura.
Soundtrack: Inevitable, by Shakira
"el cielo está cansado ya de veer la lluvia caer"
O sol está estranhamente brilhando como numa manhã de primavera. Bem... é uma manhã de primavera, mas ainda não passou das 6. Não passou das seis e eu nem fui dormir. Pensando, postando, escrevendo, sorrindo... conjugando verbos e verbos... lendo. Hoje eu vi a propaganda antiga do Laka. Aquela que toca Cryin' in the Rain que o A-Ha gravou, mas na propaganda não era o A-Ha cantando. E é uma propaganda tão bonita, tão pura, tão tocante. É uma propaganda que me faz chorar. É uma propaganda que traz à tona todas as minhas frustrações com a minha adolescência incompleta. Como eu queria ter vivido mais, mas afinal de contas eu acho que devo mesmo ser diferente. Eu ainda não sei no que exatamente eu errei pra não ter tido um início de adolescência perfeito. Talvez comecei mal mudando toda hora de cidade...
Acontece que me apaixonei na sexta série por duas pessoas diferentes de duas maneiras diferentes ao mesmo tempo. E por outra na sétima série. E por outra na oitava. E por outa no primeiro ano. E por outra no segundo. E por outra no terceio ano (que coincidentemente é a mesma da época da oitava série). Que estranho... só um desses amores realmente se concretizou. E olha que foi bem difícil.
O que será que deu errado? Eu ainda estou tentando acreditar que nada disso é culpa minha e que eu ainda tenho chance. Tudo o que eu fiz nessa vida (exceto uma ou duas coisas) amorosa aleijada foi banal. Tudo realmente trivial. O que ficou, o sentimento verdadeiro, na verdade nunca existiu. E eu ainda passo as madrugadas sozinho na internet esperando cair do céu a minha chance de ouro. E eu ainda espero incessantemente por alguém. Ou não...
Eu leio posts alheios que falam de blogs antigos... e eu entro no meu blog antigo. O terceiro da minha vida (o primeiro não existe mais e o segundo era de cinema). Mais pessoal impossível. Acho que nunca fui tão verdadeiro comigo mesmo quanto na época daquele blog. E foi a época mais feliz da minha vida...
Everybody says 'I love you' - Todos dizem 'eu te amo': uma comédia romântica musical que tinha tudo pra ser normal, mas foi ser um filme de Woody Allen ehehe. Drew Barrymore, Julia Roberts, Goldie Hawn, Natalie Portman e um elenco foda, alguma música e muitos beijos. Não assista, é tortura.
Soundtrack: Inevitable, by Shakira
"el cielo está cansado ya de veer la lluvia caer"
sábado, outubro 07, 2006
Episode 5.17 [ A Dog Day Afternoon ]
Episode 5.17 [ A Dog Day Afternoon ]
Me reservo o direito de acordar de mau-humor e de pisar com o pé esquerdo no chão. Me reservo o direito de dizer "não é nada" quando me perguntam o que foi que houve comigo pra eu ficar assim. Me reservo o direito de passar o dia calado sem que eu mesmo consiga identificar o real motivo. Tem dias que você só quer descansar. E ficar sozinho. E não sentar à mesa no almoço. E não sair com os amigos. Só que simplesmente não está acontecendo nada. Estou na mesma, cada vez mais parecido com o Charlie Brown, ouvindo as mesmas músicas e tendo os mesmos pensamentos. Tentando só fazer o tempo andar mais devagar e protelando as obrigações. Oh, bother...
Mas eu ainda tenho uma idéia na cabeça, uma câmera na mão e um amor eterno, permanente (platônico, é claro).
Me reservo o direito de escrever um post desprovido de sentido ou emoção.
A Dog Day Afternoon - Um dia de cão: Al Pacino protagoniza em 1975 a história de dois ladrões que planejaram realizar um assalto a banco que durasse apenas 10 minutos mas que, 10 horas depois, ainda permaneciam no banco cercados pela polícia, pela imprensa e pelos curiosos de plantão.
Soundtrack: Bad Day, by Daniel Poyter
Me reservo o direito de acordar de mau-humor e de pisar com o pé esquerdo no chão. Me reservo o direito de dizer "não é nada" quando me perguntam o que foi que houve comigo pra eu ficar assim. Me reservo o direito de passar o dia calado sem que eu mesmo consiga identificar o real motivo. Tem dias que você só quer descansar. E ficar sozinho. E não sentar à mesa no almoço. E não sair com os amigos. Só que simplesmente não está acontecendo nada. Estou na mesma, cada vez mais parecido com o Charlie Brown, ouvindo as mesmas músicas e tendo os mesmos pensamentos. Tentando só fazer o tempo andar mais devagar e protelando as obrigações. Oh, bother...
Mas eu ainda tenho uma idéia na cabeça, uma câmera na mão e um amor eterno, permanente (platônico, é claro).
Me reservo o direito de escrever um post desprovido de sentido ou emoção.
A Dog Day Afternoon - Um dia de cão: Al Pacino protagoniza em 1975 a história de dois ladrões que planejaram realizar um assalto a banco que durasse apenas 10 minutos mas que, 10 horas depois, ainda permaneciam no banco cercados pela polícia, pela imprensa e pelos curiosos de plantão.
Soundtrack: Bad Day, by Daniel Poyter
domingo, outubro 01, 2006
Episode 5.16 [ A Life Less Ordinary ]
Episode 5.16 [ A Life Less Ordinary ]
Remexendo na minha antiga caixa de Lego mais cedo pra poder separar uns bonequinhos pra um trabalho de fotografia, senti repentinamente a alegria infantil que eu tinha toda tarde livre que eu gastei na minha vida construindo um mundo paralelo. Era um mundo perfeito, com romances, super-heróis, monstros e robôs desmontáveis, e algum drama também. Eram os meus primeiros roteiros, imaginados em storyboard com bonequinhos de Lego. Meu sonho era ganhar de natal o resort do Lego que eu via nos catálogos, com um super hotel de luxo, um restaurante. Tudo isso era montado num lugar cheio de pedras e água (que eu, é claro, improvisava com o tanquinho lá de casa). Era o meu cenário preferido para as minhas historinhas. Todos os personagens tinham nomes e conversavam. Cada um tinha a sua história de vida. E cada pecinha era um pedacinho de suas histórias. Tinha o surfista, o rei da praia, tinha a garota que veio da cidade grande, a garota patricinha, a tímida, o cara que trabalhava na oficina mecânica... E tudo era tão simples. Tudo tão encaixável. Mas aquilo que eu criava com pecinhas vermelhas, amarelas e brancas eram mais do que historinhas da cabeça de um menino de 9 anos... eram os meus sonhos, era como eu queria que fosse o meu futuro. Cada um daqueles personagens era tudo o que eu queria ser quando fosse quase um adulto. E veja só o que me tornei. Alguns sonhos ainda existem, embora no fundo eu saiba que nem um décimo deles pode realmente se tornar real. Mas esse texto não é sobre sonhos frustrados, é sobre uma frustração geral com o que eu me tornei. Não que seja ruim, até acho que sou um cara legal e potencialmente feliz. Mas quando você sonha alto demais, você cai. E a queda é inevitável. E é terrível perceber que você, apesar de ser um cara com conteúdo e alguma atitude (deixando de lado a modéstia), seria mais valorizado nesse mundo se fosse o surfista rei da praia. É uma frustração geral com o mundo, que não é um grande resort magnífico com pedras e piscinas. É só uma vidinha que eu aprendi a gostar. E os romances eram tão perfeitos... e as relações familiares, com aqueles conflitinhos de série americana facilmente resolvíveis, mas cujas saídas só se encontra no episódio ou na temporada seguinte... E hoje, cada problema parece ser um pouco maior do que eu pensava que fosse. E os romances nem existem. E os problemas de família são do tamanho de uma pessoa adulta. Talvez eu ainda precise de mais alguns posts (ou dias, ou meses, ou anos...) pra me acostumar com a vida.
O que tenho no momento é uma prova amanhã, um trabalho inacabado, um projeto pra quinta sem tema definido, uma necessidade de um plano B pra minha vida (será que eu tenho um plano A?), um concurso de roteiro, uma insônia alarmante, alguns amigos e uma família legal.
A life less ordinary - Por uma vida menos ordinária: Filme de 1997. Após ser despedido, um faxineiro sonhador resolve reivindicar seu emprego de volta e acaba sequestrando uma bela jovem, que é também a filha do dono da empresa em que trabalhava. Em meio à fuga eles acabam se apaixonando, ao mesmo tempo em que uma dupla de anjos resolve ajudá-los. Dirigido por Danny Boyle (A Praia) e com Ewan McGregor, Cameron Diaz, Delroy Lindo, Holly Hunter e Stanley Tucci.
Soundtrack: Forever Young, by Alphaville
Remexendo na minha antiga caixa de Lego mais cedo pra poder separar uns bonequinhos pra um trabalho de fotografia, senti repentinamente a alegria infantil que eu tinha toda tarde livre que eu gastei na minha vida construindo um mundo paralelo. Era um mundo perfeito, com romances, super-heróis, monstros e robôs desmontáveis, e algum drama também. Eram os meus primeiros roteiros, imaginados em storyboard com bonequinhos de Lego. Meu sonho era ganhar de natal o resort do Lego que eu via nos catálogos, com um super hotel de luxo, um restaurante. Tudo isso era montado num lugar cheio de pedras e água (que eu, é claro, improvisava com o tanquinho lá de casa). Era o meu cenário preferido para as minhas historinhas. Todos os personagens tinham nomes e conversavam. Cada um tinha a sua história de vida. E cada pecinha era um pedacinho de suas histórias. Tinha o surfista, o rei da praia, tinha a garota que veio da cidade grande, a garota patricinha, a tímida, o cara que trabalhava na oficina mecânica... E tudo era tão simples. Tudo tão encaixável. Mas aquilo que eu criava com pecinhas vermelhas, amarelas e brancas eram mais do que historinhas da cabeça de um menino de 9 anos... eram os meus sonhos, era como eu queria que fosse o meu futuro. Cada um daqueles personagens era tudo o que eu queria ser quando fosse quase um adulto. E veja só o que me tornei. Alguns sonhos ainda existem, embora no fundo eu saiba que nem um décimo deles pode realmente se tornar real. Mas esse texto não é sobre sonhos frustrados, é sobre uma frustração geral com o que eu me tornei. Não que seja ruim, até acho que sou um cara legal e potencialmente feliz. Mas quando você sonha alto demais, você cai. E a queda é inevitável. E é terrível perceber que você, apesar de ser um cara com conteúdo e alguma atitude (deixando de lado a modéstia), seria mais valorizado nesse mundo se fosse o surfista rei da praia. É uma frustração geral com o mundo, que não é um grande resort magnífico com pedras e piscinas. É só uma vidinha que eu aprendi a gostar. E os romances eram tão perfeitos... e as relações familiares, com aqueles conflitinhos de série americana facilmente resolvíveis, mas cujas saídas só se encontra no episódio ou na temporada seguinte... E hoje, cada problema parece ser um pouco maior do que eu pensava que fosse. E os romances nem existem. E os problemas de família são do tamanho de uma pessoa adulta. Talvez eu ainda precise de mais alguns posts (ou dias, ou meses, ou anos...) pra me acostumar com a vida.
O que tenho no momento é uma prova amanhã, um trabalho inacabado, um projeto pra quinta sem tema definido, uma necessidade de um plano B pra minha vida (será que eu tenho um plano A?), um concurso de roteiro, uma insônia alarmante, alguns amigos e uma família legal.
A life less ordinary - Por uma vida menos ordinária: Filme de 1997. Após ser despedido, um faxineiro sonhador resolve reivindicar seu emprego de volta e acaba sequestrando uma bela jovem, que é também a filha do dono da empresa em que trabalhava. Em meio à fuga eles acabam se apaixonando, ao mesmo tempo em que uma dupla de anjos resolve ajudá-los. Dirigido por Danny Boyle (A Praia) e com Ewan McGregor, Cameron Diaz, Delroy Lindo, Holly Hunter e Stanley Tucci.
Soundtrack: Forever Young, by Alphaville
sábado, setembro 23, 2006
Episode 5.15 [ My Best Friend's Wedding ]
Episode 5.15 [ My Best Friend's Wedding ]
ou "Dicotomias sentimentais"
E de repente me senti assim, meio que como eu não estivesse naquele lugar, ou pelo menos não queria, por algum motivo no mundo, estar. Não que eu deva satisfações ou sinta vergonha, mas eu simplesmente não acho que aquela pessoa era eu. Não fui eu o dia inteiro, num dia completamente inesperado. Um casamento bonito e peculiar, convidados, bolo, comida, e uma pessoa que definitivamente está longe do que eu posso ser. E lá, no meio de todo mundo, enfrentando todos os olhares que interpretavam um outro eu. Não que eu me importasse, mas de repente não me senti assim tão forte quanto eu achava que fosse. É, parece que meu teto de vidro, ainda que blindado, é de vidro.
E foi um casamento diferente, com algum barro, presenças inusitadas, músicas e alguns grandes defeitos. Mas espero que possamos nos lembrar apenas dos bons momentos. Um casamento que foi só o início do primeiro dia de primavera.
Não é como se perdêssemos a nossa planta por falta de água, mas é mais como se o pólen se espalhasse e escapasse do nosso campo de visão. E a flor criou asas. No bico do pássaro, vai embelezar outros ambientes e viver novas aventuras em outro ecossistema (na verdade, o mesmo ecossistema, com novas espécies)
Que floresçam os nossos sonhos. E que eu descubra o que realmente está acontecendo na minha cabeça.
(Eu só queria saber o que está se passando na cabeça da famíia cristã).
My best friend's wedding - O casamento do meu melhor amigo: acho que o filme dispensa qualquer tipo de comentário. Ou não? Julia Roberts, Dermott Mulroney, Cameron Diaz, Rupert Everett e Say a little prayer for you. E isso é tudo. Assista.
Soundtrack: Mr. Brightside, by The Killers
ou "Dicotomias sentimentais"
E de repente me senti assim, meio que como eu não estivesse naquele lugar, ou pelo menos não queria, por algum motivo no mundo, estar. Não que eu deva satisfações ou sinta vergonha, mas eu simplesmente não acho que aquela pessoa era eu. Não fui eu o dia inteiro, num dia completamente inesperado. Um casamento bonito e peculiar, convidados, bolo, comida, e uma pessoa que definitivamente está longe do que eu posso ser. E lá, no meio de todo mundo, enfrentando todos os olhares que interpretavam um outro eu. Não que eu me importasse, mas de repente não me senti assim tão forte quanto eu achava que fosse. É, parece que meu teto de vidro, ainda que blindado, é de vidro.
E foi um casamento diferente, com algum barro, presenças inusitadas, músicas e alguns grandes defeitos. Mas espero que possamos nos lembrar apenas dos bons momentos. Um casamento que foi só o início do primeiro dia de primavera.
Não é como se perdêssemos a nossa planta por falta de água, mas é mais como se o pólen se espalhasse e escapasse do nosso campo de visão. E a flor criou asas. No bico do pássaro, vai embelezar outros ambientes e viver novas aventuras em outro ecossistema (na verdade, o mesmo ecossistema, com novas espécies)
Que floresçam os nossos sonhos. E que eu descubra o que realmente está acontecendo na minha cabeça.
(Eu só queria saber o que está se passando na cabeça da famíia cristã).
My best friend's wedding - O casamento do meu melhor amigo: acho que o filme dispensa qualquer tipo de comentário. Ou não? Julia Roberts, Dermott Mulroney, Cameron Diaz, Rupert Everett e Say a little prayer for you. E isso é tudo. Assista.
Soundtrack: Mr. Brightside, by The Killers
domingo, setembro 17, 2006
Episode 5.14 [ Addicted to Love ]
Episode 5.14 [ Addicted to Love ]
E de repente tudo entra numa estase absoluta. Apesar das mudanças e do dinamismo do mundo, na minha vida tudo permanece quieto. Ainda não sei se isso é bom ou ruim. Bem, minha irmã está a uma semana do casamento, um monte de eventos movimentam toda a população das cidades em que vivo, está tudo acontecendo na faculdade (inclusive a possível retirada do meu curso da grade) e eu aqui parado. Eu decidi olhar pelo lado bom. Eu estou escrevendo, tendo mais idéias do que nunca. Terminei de escrever a primeira temporada de Daydream, estou cheio de planos para produzir um curta nas próximas semanas, o meu seriado bobinho preferido vai estrear da primeira temporada na tv aberta, tenho uma lista animadora de filmes para assistir ainda esse mes. Por que será que não parece que eu estou feliz? Eita...
"Amor Inventado"
Garota 1 espera ônibus sozinha.
Garota 2 chega no ponto, está chorando.
Garota 1 observa e fica com pena.
Garota 2 pega o primeiro ônibus e sai.
Garota 1 percebe que ele esqueceu o celular.
Garota 1 leva o celular embora.
Garoto liga para o celular. Garota 1 atende.
Garoto pensa estar falando com Garota 2 e se declara.
Garota 1 fica tocada pela declaração.
Garota 1 fica cada vez mais apaixonada por Garoto, que nem conhece Garota 1.
Garota 1 lê as mensagens de amor de Garoto para Garota 2.
Garota 1 sonha acordada com Garoto, porque nunca teve um garoto só pra ela.
Garoto liga de novo para Garota 2.
Garota 1 atende e marca encontro.
Garota 1 se arruma para Garoto.
Garoto nem percebe Garota 1, porque espera por Garota 2.
Garota 1 vai embora, decepcionada.
Garota 1 esbarra em Garoto.
Garoto nem liga.
Garota 1 tenta esquecer Garoto, afinal é um amor inventado, só dela.
Garota 1 esquece.
Garota 1 reencontra Garota 2, que nem se lembra de Garota 1.
Garota 1 devolve o celular sem que Garota 2 perceba.
Garota 1 fica triste.
Garota 2 reencontra Garoto.
Garota 1 fica feliz.
Addicted to love - Lente do amor: mais uma comédia romântica da produtiva safra de comédias românticas 80/90, com Meg Ryan e Matthew Broderick, sobre duas pessoas que descobrem que seus respectivos pares estão tendo um caso. A cumplicidade e o compartilhamento da dor os leva a um óbvio, previsível e muito bonito romance.
Soundtrack: Decembers, by Hawthorne Heights
E de repente tudo entra numa estase absoluta. Apesar das mudanças e do dinamismo do mundo, na minha vida tudo permanece quieto. Ainda não sei se isso é bom ou ruim. Bem, minha irmã está a uma semana do casamento, um monte de eventos movimentam toda a população das cidades em que vivo, está tudo acontecendo na faculdade (inclusive a possível retirada do meu curso da grade) e eu aqui parado. Eu decidi olhar pelo lado bom. Eu estou escrevendo, tendo mais idéias do que nunca. Terminei de escrever a primeira temporada de Daydream, estou cheio de planos para produzir um curta nas próximas semanas, o meu seriado bobinho preferido vai estrear da primeira temporada na tv aberta, tenho uma lista animadora de filmes para assistir ainda esse mes. Por que será que não parece que eu estou feliz? Eita...
"Amor Inventado"
Garota 1 espera ônibus sozinha.
Garota 2 chega no ponto, está chorando.
Garota 1 observa e fica com pena.
Garota 2 pega o primeiro ônibus e sai.
Garota 1 percebe que ele esqueceu o celular.
Garota 1 leva o celular embora.
Garoto liga para o celular. Garota 1 atende.
Garoto pensa estar falando com Garota 2 e se declara.
Garota 1 fica tocada pela declaração.
Garota 1 fica cada vez mais apaixonada por Garoto, que nem conhece Garota 1.
Garota 1 lê as mensagens de amor de Garoto para Garota 2.
Garota 1 sonha acordada com Garoto, porque nunca teve um garoto só pra ela.
Garoto liga de novo para Garota 2.
Garota 1 atende e marca encontro.
Garota 1 se arruma para Garoto.
Garoto nem percebe Garota 1, porque espera por Garota 2.
Garota 1 vai embora, decepcionada.
Garota 1 esbarra em Garoto.
Garoto nem liga.
Garota 1 tenta esquecer Garoto, afinal é um amor inventado, só dela.
Garota 1 esquece.
Garota 1 reencontra Garota 2, que nem se lembra de Garota 1.
Garota 1 devolve o celular sem que Garota 2 perceba.
Garota 1 fica triste.
Garota 2 reencontra Garoto.
Garota 1 fica feliz.
Addicted to love - Lente do amor: mais uma comédia romântica da produtiva safra de comédias românticas 80/90, com Meg Ryan e Matthew Broderick, sobre duas pessoas que descobrem que seus respectivos pares estão tendo um caso. A cumplicidade e o compartilhamento da dor os leva a um óbvio, previsível e muito bonito romance.
Soundtrack: Decembers, by Hawthorne Heights
sábado, setembro 09, 2006
Episode 5.13 [ High Fidelity ]
Episode 5.13 [ High Fidelity ]
ou “Tentativa de recuperar pela memória o texto que eu escrevi antes de o computador travar”
Eu sempre fui assumidamente fissurado por listas. Sempre ordenei tudo ao meu redor. Top 5, top 10, top 50, top 100 de músicas, álbuns, bandas, cantors, filmes, pôsteres de filmes, novellas, livros… tudo o que eu via pela frente. Foi quando eu fiz um top 10 de melhores filmes de 1986 que eu percebi que aquilo estava indo longe demais (talvez eu desenvolvesse outros sintomas de TOC). Deixei um pouco os tops e percebi que era inútil decorar listas e saber de cor a ordem de créditos da abertura da novela das sete. O tempo passou e assisti Alta Fidelidade. E vi que não há nada de mal com as listas. Elas são coisas legais que fazem a gente ser feliz. E a gente quer ser feliz, não é?
Eu tentei fazer uma top 100 de meus filmes favoritos e vi que é algo impossível. O resultado foi uma lista desordenada de 200 filmes e mais alguns que tive dó de tirar. Mas ainda consigo… talvez se eu ver mais filmes realmente bons que me esclareçam a mente.
Inspirado em Alta Fidelidade e no blog do Nuno, um amigo da faculdade, eu pensei em fazer meu top 5. O tema? Pessoas essenciais no século XXI. Enlouqueci por meia hora pensando nas personalidades do mundo até não chegar a lugar nenhum. Talvez fosse mais fácil colocar aqui as personalidades do showbiz mais essenciais. Isso reduziria muito as possibilidades. Ou não. ficou ainda mais difícil (apesar de Madonna, Bono Vox e Angelina Jolie estarem presentes na maioria das combinações). Então tentei um tema fácil: 5 melhores cenas do cinema com músicas perfeitas para essas cenas. Como eu tinha certeza de que mais de 200 me viriam à mente, decidi incluir as primeiras 5 em que eu pudesse pensar. Fiquei até satisfeito com o resultado e talvez, se eu tivesse refletido mais, chegasse a uma lista bem parecida com essa. Vamos a ela, afinal. (Pule os comentários para uma leitura mais rápida, se quiser)
5 – Filme: “Dirty Dancin’ – Ritmo Quente” / Música “(I’ve had) The time of my life, de Jennifer Warnes e Bill Medley
É inegável a sensação semiorgásmica que eu tenho quando vejo aquela cena da coreografia final na festa de fim de temporada da pousada Kellerman’s. É uma retrospectiva perfeita das histórias dos personagens da Jennifer Grey e do Patrick Swayze, que passaram por muita coisa (ta bom, são historinhas clichês e bobinhas, mas ai de quem negar o título de clássico de Dirty Dancin’) até chegar àquele momento final, da última dança. Ainda lembro do arrepio que tive e que tenho toda vez que assisto a cena. Principalmente quando o Patrick comanda uma coreografia com os figurantes e convida Baby com o dedo para realizarem o passo final, que nunca haviam conseguido antes. E ela voa sobre ele… e isso é bem no refrão final da música, quando os intérpretes soltam a voz e nos fazem ver estrelas.
4 – Filme: “Efeito Borboleta” / Música: “Stop cryin’ your heart out”, de Oasis
Quem não gostou pelo menos um pouquinho desse thriller? Quem não se surpreendeu? Tudo bem, é um filme com um grande apelo comercial (aturamos Ashton Kutcher até o final), com uma história inverossímil e que usa de truques banais para sensibilizar o telespectador. O problema é que deu certo. Pelo menos comigo. Que me atirem pedras os eruditos, mas Efeito Borboleta é um filme excelente. E é ainda melhor pelo seu final, bem fora dos padrões. A última cena, em que os personagens de Ashton Kucther e Amy Smart caminham em direções opostas ao som do revival de Oasis é antológica.
3 – Filme: “Quase Famosos” / Música: “Tiny Dancer”, de Elton John
Já virou moda babar o ovo de Cameron Crowe. Mais moda ainda é considerar Quase Famosos um cult. Mas não é que o filme é dos melhores mesmo? Roteiro esperto, cheio de cenas hilárias (“I’m 18…” “Me too…”) e sensíveis, a autobiografia de Cameron Crowe faz qualquer pagodeiro se apaixonar por rock dos anos 70. A cena perfeita acontece quando o personagem William (Patrick Fugit em um momento único de sua vida) está pronto pra abandonar a banda Stillwater. O ônibus está fazendo o caminho de volta e todos os personagens estão cheios um do outro. Aí o Elton John começa a cantar e os personagens se lembram do por quê de estarem juntos ali: a paixão pela música. Os roqueiros, as groupies, o intruso jornalista… Tudo se encaixa perfeitamente bem nesse momento.
2 – Filme: “Closer – Perto Demais” / Música: “The blower’s daughter”, de Damien Rice
Sem muitas palavras sobre o filmes. A primeira vez que eu vi alguém roubando a cena de Julia Roberts. A cena e o marido. Momento perfeito do cinema. Duas horas sustentadas nas costas por quatro atores excelentes. E a cena, comentada inclusive no blog do Nuno, é a primeira. Srta. Natalie Portman vinda de lugar nenhum, aparentemente mais uma no meio da multidão, quando é notada por sr. Jude Law. E é o ponto de partida para uma história de encontros e desencontros. Ao som da música que surgiu, se tornou clássico, se tornou insuportável pela repetição, se tornou brega, mas ainda sim é lindíssima. Será que alguém consegue tirar Natalie Portman da mente?
1 – Filme: “Conta Comigo / Música: “Stand by me”
O filme ainda não superou o livro de Stephen King, apesar de ser um clássico dos anos 80 que não merece o posto de “Sessão da Tarde” que lhe é conferido. Esse filme deveria figurar em qualquer lista de filmes que alguém possa fazer porque é uma história tão sensível e tão bonita sobre um rito de passagem. E a música é tocada durante o maior rito de passagem do filme: quando os quatro personagens principais percebem que dali pra frente, não serão mais crianças. Voltaram ao mundo real, é hora de crescer. Talvez isso signifique que eles irão se separar e tornar-se estranhos na escola, mas aquela aventura e a infância que compartilharam estará sempre com eles. E tudo ficará bem. Nessa hora, impossível não chorar.
Espero que o Top 5 tenha agradado. Ou pelo menos lido.
Ps: enquanto escrevia o post, me lembrei da melhor cena de V de Vingança, quando Tchaikovisky está no seu auge.
Soundtrack: The blower’s daughter, by Damien Rice
ou “Tentativa de recuperar pela memória o texto que eu escrevi antes de o computador travar”
Eu sempre fui assumidamente fissurado por listas. Sempre ordenei tudo ao meu redor. Top 5, top 10, top 50, top 100 de músicas, álbuns, bandas, cantors, filmes, pôsteres de filmes, novellas, livros… tudo o que eu via pela frente. Foi quando eu fiz um top 10 de melhores filmes de 1986 que eu percebi que aquilo estava indo longe demais (talvez eu desenvolvesse outros sintomas de TOC). Deixei um pouco os tops e percebi que era inútil decorar listas e saber de cor a ordem de créditos da abertura da novela das sete. O tempo passou e assisti Alta Fidelidade. E vi que não há nada de mal com as listas. Elas são coisas legais que fazem a gente ser feliz. E a gente quer ser feliz, não é?
Eu tentei fazer uma top 100 de meus filmes favoritos e vi que é algo impossível. O resultado foi uma lista desordenada de 200 filmes e mais alguns que tive dó de tirar. Mas ainda consigo… talvez se eu ver mais filmes realmente bons que me esclareçam a mente.
Inspirado em Alta Fidelidade e no blog do Nuno, um amigo da faculdade, eu pensei em fazer meu top 5. O tema? Pessoas essenciais no século XXI. Enlouqueci por meia hora pensando nas personalidades do mundo até não chegar a lugar nenhum. Talvez fosse mais fácil colocar aqui as personalidades do showbiz mais essenciais. Isso reduziria muito as possibilidades. Ou não. ficou ainda mais difícil (apesar de Madonna, Bono Vox e Angelina Jolie estarem presentes na maioria das combinações). Então tentei um tema fácil: 5 melhores cenas do cinema com músicas perfeitas para essas cenas. Como eu tinha certeza de que mais de 200 me viriam à mente, decidi incluir as primeiras 5 em que eu pudesse pensar. Fiquei até satisfeito com o resultado e talvez, se eu tivesse refletido mais, chegasse a uma lista bem parecida com essa. Vamos a ela, afinal. (Pule os comentários para uma leitura mais rápida, se quiser)
5 – Filme: “Dirty Dancin’ – Ritmo Quente” / Música “(I’ve had) The time of my life, de Jennifer Warnes e Bill Medley
É inegável a sensação semiorgásmica que eu tenho quando vejo aquela cena da coreografia final na festa de fim de temporada da pousada Kellerman’s. É uma retrospectiva perfeita das histórias dos personagens da Jennifer Grey e do Patrick Swayze, que passaram por muita coisa (ta bom, são historinhas clichês e bobinhas, mas ai de quem negar o título de clássico de Dirty Dancin’) até chegar àquele momento final, da última dança. Ainda lembro do arrepio que tive e que tenho toda vez que assisto a cena. Principalmente quando o Patrick comanda uma coreografia com os figurantes e convida Baby com o dedo para realizarem o passo final, que nunca haviam conseguido antes. E ela voa sobre ele… e isso é bem no refrão final da música, quando os intérpretes soltam a voz e nos fazem ver estrelas.
4 – Filme: “Efeito Borboleta” / Música: “Stop cryin’ your heart out”, de Oasis
Quem não gostou pelo menos um pouquinho desse thriller? Quem não se surpreendeu? Tudo bem, é um filme com um grande apelo comercial (aturamos Ashton Kutcher até o final), com uma história inverossímil e que usa de truques banais para sensibilizar o telespectador. O problema é que deu certo. Pelo menos comigo. Que me atirem pedras os eruditos, mas Efeito Borboleta é um filme excelente. E é ainda melhor pelo seu final, bem fora dos padrões. A última cena, em que os personagens de Ashton Kucther e Amy Smart caminham em direções opostas ao som do revival de Oasis é antológica.
3 – Filme: “Quase Famosos” / Música: “Tiny Dancer”, de Elton John
Já virou moda babar o ovo de Cameron Crowe. Mais moda ainda é considerar Quase Famosos um cult. Mas não é que o filme é dos melhores mesmo? Roteiro esperto, cheio de cenas hilárias (“I’m 18…” “Me too…”) e sensíveis, a autobiografia de Cameron Crowe faz qualquer pagodeiro se apaixonar por rock dos anos 70. A cena perfeita acontece quando o personagem William (Patrick Fugit em um momento único de sua vida) está pronto pra abandonar a banda Stillwater. O ônibus está fazendo o caminho de volta e todos os personagens estão cheios um do outro. Aí o Elton John começa a cantar e os personagens se lembram do por quê de estarem juntos ali: a paixão pela música. Os roqueiros, as groupies, o intruso jornalista… Tudo se encaixa perfeitamente bem nesse momento.
2 – Filme: “Closer – Perto Demais” / Música: “The blower’s daughter”, de Damien Rice
Sem muitas palavras sobre o filmes. A primeira vez que eu vi alguém roubando a cena de Julia Roberts. A cena e o marido. Momento perfeito do cinema. Duas horas sustentadas nas costas por quatro atores excelentes. E a cena, comentada inclusive no blog do Nuno, é a primeira. Srta. Natalie Portman vinda de lugar nenhum, aparentemente mais uma no meio da multidão, quando é notada por sr. Jude Law. E é o ponto de partida para uma história de encontros e desencontros. Ao som da música que surgiu, se tornou clássico, se tornou insuportável pela repetição, se tornou brega, mas ainda sim é lindíssima. Será que alguém consegue tirar Natalie Portman da mente?
1 – Filme: “Conta Comigo / Música: “Stand by me”
O filme ainda não superou o livro de Stephen King, apesar de ser um clássico dos anos 80 que não merece o posto de “Sessão da Tarde” que lhe é conferido. Esse filme deveria figurar em qualquer lista de filmes que alguém possa fazer porque é uma história tão sensível e tão bonita sobre um rito de passagem. E a música é tocada durante o maior rito de passagem do filme: quando os quatro personagens principais percebem que dali pra frente, não serão mais crianças. Voltaram ao mundo real, é hora de crescer. Talvez isso signifique que eles irão se separar e tornar-se estranhos na escola, mas aquela aventura e a infância que compartilharam estará sempre com eles. E tudo ficará bem. Nessa hora, impossível não chorar.
Espero que o Top 5 tenha agradado. Ou pelo menos lido.
Ps: enquanto escrevia o post, me lembrei da melhor cena de V de Vingança, quando Tchaikovisky está no seu auge.
Soundtrack: The blower’s daughter, by Damien Rice
quinta-feira, setembro 07, 2006
Episode 5.12 [ Home Alone ]
Episode 5.12 [ Home Alone ]
ou "Pra onde a mente vai quando se está sozinho"
Quando estamos sozinhos em casa é que conseguimos finalmente chegar mais perto de nós mesmos. E isso significa bem mais do que decorar o que a imagem no espelho quer dizer. Sozinhos, não há de quem esconder nossos defeitos. Então eles vêm à tona e você nem pode pensar em negar. Você não pode mentir pra você mesmo e qualquer máscara cai. Só sozinho é que se pode fazer seus próprios planos, sonhar e amar.
Ficar sozinho nesse apartamento em BH não é tão fácil, porque não há com o que se distrair. Me obrigo o tempo todo a me enfrentar e perco todas as lutas. Mas quem disse que eu não posso ser o que eu quero ser?
Aqui sozinho, depois dessa mostra de Cinema, eu penso que até gostei daquele road movie que me pareceu inicialmente um clichê gigante. Acho que tenho uma queda por ritos de passagens. Passei tantas horas sentado olhando para aquela telona imaginando se aquelas pessoas realmente passaram pelas mesmas coisas que eu. Tantos dilemas, tantas questões e nenhuma disposição pra responder (desconfio que essa preguiça ainda vai me prejudicar um bocado).
Será que aqueles tipos na tela são capazes de sonhar? O que a garota muçulmana do filme francês pensa enquanto dorme? O que o jovem louco por diversão do filme espanhol que ser na vida? O que afinal aconteceu com o casal do filme de Taiwan? "Que bobagem! Os personagens não existem além da cabeça do roteirista!"
Discordo plenamente. Eu sou um personagem e existo.
Cansei de tentar ser cult ou entender o que é ser cult. Cansei de ser qualquer coisa que alguém tenha um nome para definir. Porque todo cult é um pseudo e todo rótulo é limitado e burro. Só aceito um rótulo: o de sonhador.
(acho que tenho uma pedra no rim direito. ou talvez seja mais uma alucinação do tédio... como esse post ignorável)
Home Alone - Esqueceram de mim: Esse filme com o Macaulay Culkin despensa qualquer apresentação. Todo mundo vivo já viu esse aí ou já ouviu falar, principalmente naquela programação de fim de ano da globo. Bem, é isso. Catherine O'Hara, Joe Pesci e mais um bocado de gente engraçada.
Soundtrack: Thank you for loving me, by Bon Jovi
*escrito na semana passada
ou "Pra onde a mente vai quando se está sozinho"
Quando estamos sozinhos em casa é que conseguimos finalmente chegar mais perto de nós mesmos. E isso significa bem mais do que decorar o que a imagem no espelho quer dizer. Sozinhos, não há de quem esconder nossos defeitos. Então eles vêm à tona e você nem pode pensar em negar. Você não pode mentir pra você mesmo e qualquer máscara cai. Só sozinho é que se pode fazer seus próprios planos, sonhar e amar.
Ficar sozinho nesse apartamento em BH não é tão fácil, porque não há com o que se distrair. Me obrigo o tempo todo a me enfrentar e perco todas as lutas. Mas quem disse que eu não posso ser o que eu quero ser?
Aqui sozinho, depois dessa mostra de Cinema, eu penso que até gostei daquele road movie que me pareceu inicialmente um clichê gigante. Acho que tenho uma queda por ritos de passagens. Passei tantas horas sentado olhando para aquela telona imaginando se aquelas pessoas realmente passaram pelas mesmas coisas que eu. Tantos dilemas, tantas questões e nenhuma disposição pra responder (desconfio que essa preguiça ainda vai me prejudicar um bocado).
Será que aqueles tipos na tela são capazes de sonhar? O que a garota muçulmana do filme francês pensa enquanto dorme? O que o jovem louco por diversão do filme espanhol que ser na vida? O que afinal aconteceu com o casal do filme de Taiwan? "Que bobagem! Os personagens não existem além da cabeça do roteirista!"
Discordo plenamente. Eu sou um personagem e existo.
Cansei de tentar ser cult ou entender o que é ser cult. Cansei de ser qualquer coisa que alguém tenha um nome para definir. Porque todo cult é um pseudo e todo rótulo é limitado e burro. Só aceito um rótulo: o de sonhador.
(acho que tenho uma pedra no rim direito. ou talvez seja mais uma alucinação do tédio... como esse post ignorável)
Home Alone - Esqueceram de mim: Esse filme com o Macaulay Culkin despensa qualquer apresentação. Todo mundo vivo já viu esse aí ou já ouviu falar, principalmente naquela programação de fim de ano da globo. Bem, é isso. Catherine O'Hara, Joe Pesci e mais um bocado de gente engraçada.
Soundtrack: Thank you for loving me, by Bon Jovi
*escrito na semana passada
domingo, agosto 27, 2006
Episode 5.11 [ Duets ]
Episode 5.11 [ Duets ]
Tudo parece tão igual. As pequenas diferenças entre os meus dias são tão pequenas que se fazem imperceptíveis ao longo dos meses...
Ainda continuo me achando bobo demais pra certas coisas da vida... Eu ainda tento descobrir o que vai acontecer amanhã em Páginas da Vida. Eu não sei, mas acho que vou insistir em permanecer imaturo por um tempo. Mas não é disso que eu ia falar, na verdade. Eu estava pesquisando sobre grandes músicas de filmes e eu descobri que tem muita música que todo mundo conhece e ninguém nem sabe que ganhou o Oscar. Eu particularmente acho que faz uma p*** diferença uma música ser reconhecida por um prêmio como o Oscar (apesar das controvérsias que envolvem as preferências da academia, e que já são conhecidas por nós) porque alguns filmes são muito lembrados pelas suas músicas. Quem é que não alugou aquele filme só pra ouvir de novo aquela música perfeita, que geralmente vem só na última cena? São milhaaaares de músicas perfeitas pra cenas perfeitas. Eu chorei rios quando ouvi "Stand by me" no final de Conta Comigo nas cenas finais porque a música simplesmente tinha tudo a ver com o filme. E eu acho que ela só não ganhou o Oscar porque só ganha música original, feita exclusivamente para o filme e essa já existia antes, na versão do Lennon. Mas quem vai dizer que não se arrepia ouvindo "Time of my life" enquanto o Patrick Swayze e a Jennifer Grey dançam na tela? E até nos filmes mais modernos, mais anos 90. Eu sempre lembro de "I feel it in my fingers... I feel it in my toes..." quando penso no filme Quatro Casamentos e Um Funeral. E sempre lembrarei de "you're gonna fly away... glad you're goin' my way..." que a Gwyneth canta lindamente com o Huey Lewis em Duets. Trechos perfeitos de canções...
O negócio é que música é uma expressão muito bonita de sentimentos. Ainda mais do que uma poesia, porque a entonação de voz, o ritmo, a altura, tudo isso consegue expressar um romantismo ou uma outra emoção qualquer que letras no papel inerte não têm a capacidade de transmitir (exceto, é claro, poesias dos grandes autores, tipo o Pessoa ou o Drummond, ou até mesmo aqueles românticos mais depressivos, tipo o Rimbaud). E é lindo ouvir um acorde especial e lembrar de um filme especial.
E há também os pares... ah... grandes pares embalados por grandes canções (até mesmo entram aqui aquelas da Celine Dion que foram pro Oscar, como "My heart will go on" e "Because you loved me")... Grandes cenas, grandes amores. Cinema é a melhor coisa do mundo. Música também é a melhor coisa do mundo. por que não juntar os dois?
E algumas curiosidades do Oscar de Melhor Canção Original:
A Disney e produtoras infantis em geral são boas nisso. Já ganharam ou foram indicadas as músicas do Rei Leão (foram 3 indicadas) em 94, Toy Story em 95 e 99, Pinocchio em 40, Tarzan em 99 (eu recomendo a música You'll be in my heart, do Phill Collins... linda), Príncipe do Egito em 98, Anastasia e Hércules em 98, Pocahontas em 97, Alladin em 92 ("um mundo ideaaal"), A bela e a fera em 91, A Pequena Sereia em 89 e mais um monte por aí.
Os anos 80 foram os anos mais justos. Em 80 ganhou Fame do filme Fama, em 82, Up Where We Belong, do filme perfeito do Richard Gere, em 83 a música do Flashdance ganhou, em 84 I Just Called To Say I Love You, em 85 Say You, Say Me (confessa... você adora), em 86 Take My breath Away (do top gun) e em 87 a maravilhosa Time of my life.
e agora, antes que vocês desistam de ler... até mais.
Lista de Indicados até 1999
Lista de Vencedores até 2006
Soundtrack: It Might Be You, by Stephen Bishop
Duets - Vem Cantar Comigo: filme de 2000 com a estonteante Gwyneth Paltrow, dona de uma das belezas mais puras que eu já vi. Seis cantores amadores resolvem se inscrever no Grande Concurso de Karaokê em Omaha, Nebraska. Lá eles tem a grande chance exibir seus talentos musicais mas, à medida que o concurso avança, eles começam a enfrentar os mais diversos contratempos. O principal é justamente o da personagem da Gwyn com o seu pai. Atuação mencionável de Scott Speedman, do seriado Felicity.
Tudo parece tão igual. As pequenas diferenças entre os meus dias são tão pequenas que se fazem imperceptíveis ao longo dos meses...
Ainda continuo me achando bobo demais pra certas coisas da vida... Eu ainda tento descobrir o que vai acontecer amanhã em Páginas da Vida. Eu não sei, mas acho que vou insistir em permanecer imaturo por um tempo. Mas não é disso que eu ia falar, na verdade. Eu estava pesquisando sobre grandes músicas de filmes e eu descobri que tem muita música que todo mundo conhece e ninguém nem sabe que ganhou o Oscar. Eu particularmente acho que faz uma p*** diferença uma música ser reconhecida por um prêmio como o Oscar (apesar das controvérsias que envolvem as preferências da academia, e que já são conhecidas por nós) porque alguns filmes são muito lembrados pelas suas músicas. Quem é que não alugou aquele filme só pra ouvir de novo aquela música perfeita, que geralmente vem só na última cena? São milhaaaares de músicas perfeitas pra cenas perfeitas. Eu chorei rios quando ouvi "Stand by me" no final de Conta Comigo nas cenas finais porque a música simplesmente tinha tudo a ver com o filme. E eu acho que ela só não ganhou o Oscar porque só ganha música original, feita exclusivamente para o filme e essa já existia antes, na versão do Lennon. Mas quem vai dizer que não se arrepia ouvindo "Time of my life" enquanto o Patrick Swayze e a Jennifer Grey dançam na tela? E até nos filmes mais modernos, mais anos 90. Eu sempre lembro de "I feel it in my fingers... I feel it in my toes..." quando penso no filme Quatro Casamentos e Um Funeral. E sempre lembrarei de "you're gonna fly away... glad you're goin' my way..." que a Gwyneth canta lindamente com o Huey Lewis em Duets. Trechos perfeitos de canções...
O negócio é que música é uma expressão muito bonita de sentimentos. Ainda mais do que uma poesia, porque a entonação de voz, o ritmo, a altura, tudo isso consegue expressar um romantismo ou uma outra emoção qualquer que letras no papel inerte não têm a capacidade de transmitir (exceto, é claro, poesias dos grandes autores, tipo o Pessoa ou o Drummond, ou até mesmo aqueles românticos mais depressivos, tipo o Rimbaud). E é lindo ouvir um acorde especial e lembrar de um filme especial.
E há também os pares... ah... grandes pares embalados por grandes canções (até mesmo entram aqui aquelas da Celine Dion que foram pro Oscar, como "My heart will go on" e "Because you loved me")... Grandes cenas, grandes amores. Cinema é a melhor coisa do mundo. Música também é a melhor coisa do mundo. por que não juntar os dois?
E algumas curiosidades do Oscar de Melhor Canção Original:
A Disney e produtoras infantis em geral são boas nisso. Já ganharam ou foram indicadas as músicas do Rei Leão (foram 3 indicadas) em 94, Toy Story em 95 e 99, Pinocchio em 40, Tarzan em 99 (eu recomendo a música You'll be in my heart, do Phill Collins... linda), Príncipe do Egito em 98, Anastasia e Hércules em 98, Pocahontas em 97, Alladin em 92 ("um mundo ideaaal"), A bela e a fera em 91, A Pequena Sereia em 89 e mais um monte por aí.
Os anos 80 foram os anos mais justos. Em 80 ganhou Fame do filme Fama, em 82, Up Where We Belong, do filme perfeito do Richard Gere, em 83 a música do Flashdance ganhou, em 84 I Just Called To Say I Love You, em 85 Say You, Say Me (confessa... você adora), em 86 Take My breath Away (do top gun) e em 87 a maravilhosa Time of my life.
e agora, antes que vocês desistam de ler... até mais.
Lista de Indicados até 1999
Lista de Vencedores até 2006
Soundtrack: It Might Be You, by Stephen Bishop
Duets - Vem Cantar Comigo: filme de 2000 com a estonteante Gwyneth Paltrow, dona de uma das belezas mais puras que eu já vi. Seis cantores amadores resolvem se inscrever no Grande Concurso de Karaokê em Omaha, Nebraska. Lá eles tem a grande chance exibir seus talentos musicais mas, à medida que o concurso avança, eles começam a enfrentar os mais diversos contratempos. O principal é justamente o da personagem da Gwyn com o seu pai. Atuação mencionável de Scott Speedman, do seriado Felicity.
domingo, agosto 13, 2006
Episode 5.10 [ Big ]
Episode 5.10 [ Big ]
Sem comentários sobre o episódio anterior.
E então lá estava eu naquele show perfeito de uma banda que eu já havia me esquecido que era tão boa. Pessoas felizes... companhia boa... mas algo estava errado. Talvez a sensação nostálgica que eu tive de estar de novo na 7ª série arrumando coragem pra ir falar com as meninas e curtir o show com a galera da minha sala, quando o meu mundo ainda se resumia ao colégio... Acho que tudo era mais fácil naquela época, porque a gente não queria mesmo nada sério... era só ir pro show, curtir um pouco, ouvir boa música (nem sempre), beijar pessoas desconhecidas... E hoje está tudo diferente porque eu simplesmente não consigo mais viver daquele jeito. Pra mim não adianta mais satisfação por uma noite.
E a juventude de hoje corrompida demais pro meu gosto... Enquanto o Dinho Ouro Preto fazia discursos sobre política e consciência moral, o garoto aprentemente rico e sem problemas na vida cheirava cocaína desvairadamente. Aposto que a vida dele não ficou melhor depois daquilo. E os meus amigos da época do colégio que hoje são apenas meros conhecidos a quem se cumprimenta na rua estão todos fumando e usando drogas...
Será que foi só eu que cresci?
Eu lembro que quando eu tinha 13 anos tudo o que eu mais queria era crescer logo. Na verdade, tudo o que eu queria nesse exato momento era voltar para a 7ª série e voltar a ser um garoto normal.
Soundtrack: O Mundo, by Capital Inicial
Big - Quero ser grande: filme de 1988, realmente memorável, com o Tom Hanks no papel de um garoto de 12 anos que amanhece aos 35 e se vê obrigado a se acostumar com as suas novas condições, encarando inclusive um emprego e grandes responsabilidades. Eu não quero ser grande...
Sem comentários sobre o episódio anterior.
E então lá estava eu naquele show perfeito de uma banda que eu já havia me esquecido que era tão boa. Pessoas felizes... companhia boa... mas algo estava errado. Talvez a sensação nostálgica que eu tive de estar de novo na 7ª série arrumando coragem pra ir falar com as meninas e curtir o show com a galera da minha sala, quando o meu mundo ainda se resumia ao colégio... Acho que tudo era mais fácil naquela época, porque a gente não queria mesmo nada sério... era só ir pro show, curtir um pouco, ouvir boa música (nem sempre), beijar pessoas desconhecidas... E hoje está tudo diferente porque eu simplesmente não consigo mais viver daquele jeito. Pra mim não adianta mais satisfação por uma noite.
E a juventude de hoje corrompida demais pro meu gosto... Enquanto o Dinho Ouro Preto fazia discursos sobre política e consciência moral, o garoto aprentemente rico e sem problemas na vida cheirava cocaína desvairadamente. Aposto que a vida dele não ficou melhor depois daquilo. E os meus amigos da época do colégio que hoje são apenas meros conhecidos a quem se cumprimenta na rua estão todos fumando e usando drogas...
Será que foi só eu que cresci?
Eu lembro que quando eu tinha 13 anos tudo o que eu mais queria era crescer logo. Na verdade, tudo o que eu queria nesse exato momento era voltar para a 7ª série e voltar a ser um garoto normal.
Soundtrack: O Mundo, by Capital Inicial
Big - Quero ser grande: filme de 1988, realmente memorável, com o Tom Hanks no papel de um garoto de 12 anos que amanhece aos 35 e se vê obrigado a se acostumar com as suas novas condições, encarando inclusive um emprego e grandes responsabilidades. Eu não quero ser grande...
quinta-feira, agosto 10, 2006
Episode 5.09 [ Say It Ain't So! ]
Episode 5.09 [ Say It Ain't So! ]
Tô tão cansado já... ouvindo as mesmas músicas velhas e vendo os amigos de antes se distanciarem como areia escorrendo pelos dedos... e muito cansado dessa vida amorosa falida. Permita-me ser pessimista e depressivo.
"Parece que vai ser sempre assim... nada dá certo pra mim!
E de novo a banda na TV tira as palavras da minha boca e traduz fielmente os meus próprios sentimentos. Faria tanta diferença ouvir dizer que alguém gosta realmente de mim, algo além do velho conhecido "me desculpe, mas..."
Seria tão diferente se eu pudesse amar tão intensamente sem me preocupar com a recíproca. Mas nada de altruísmo no meu café. (eu nem tomo café)
A história se repete quando eu pensei que tudo tinha mudado, e parece que eu sempre vou me sentir como um garoto de 15 anos. Mais uma vez eu fiquei em segundo lugar e no momento não consigo encontrar algo em que eu realmente seja "o melhor".
Tudo o que eu preciso é que alguém me dê realmente um pouco de atenção sem que eu precise pedir.
Mas não faço falta...
"Mr. Cellphane"
transparente...
Só o amogo, só o que conta e o que ouve, só o que guarda segredos e ouve as explicações. Só op que observa, nunca o que participa... Só o que está, nunca o que É...
Nem ouço mais sobre o amor nos meus sonhos...
Faz muito pouca diferença olhar pra trás a não ser pra pensar o que de bom eu posso tirar dos meus erros. Mas onde foi mesmo que eu errei?
Só quero me apaixonar.
Só quero nunca me apaixonar.
Só quero ser um pouquinho feliz.
E se puder, nunca mais sofrer.
Mas parece que vai ser sempre assim... nada nunca dá certo pra mim.
"But I have one last cry before I leave it ALL behind"
Soundtrack: One Last Cry, by Marina Elali
Diga que não é verdade (Say it isn't so!): filme tipo sessão da tarde de qualidade um pouco duvidosa. Feito em 2001, trouxe Chris Klein e Heather Graham como um casal de jovens apaixonados que acabaram desocbrindo segredos que os impediam de ficar juntos. Descobrir verdades demais é prejudicial à saúde mental.
Tô tão cansado já... ouvindo as mesmas músicas velhas e vendo os amigos de antes se distanciarem como areia escorrendo pelos dedos... e muito cansado dessa vida amorosa falida. Permita-me ser pessimista e depressivo.
"Parece que vai ser sempre assim... nada dá certo pra mim!
E de novo a banda na TV tira as palavras da minha boca e traduz fielmente os meus próprios sentimentos. Faria tanta diferença ouvir dizer que alguém gosta realmente de mim, algo além do velho conhecido "me desculpe, mas..."
Seria tão diferente se eu pudesse amar tão intensamente sem me preocupar com a recíproca. Mas nada de altruísmo no meu café. (eu nem tomo café)
A história se repete quando eu pensei que tudo tinha mudado, e parece que eu sempre vou me sentir como um garoto de 15 anos. Mais uma vez eu fiquei em segundo lugar e no momento não consigo encontrar algo em que eu realmente seja "o melhor".
Tudo o que eu preciso é que alguém me dê realmente um pouco de atenção sem que eu precise pedir.
Mas não faço falta...
"Mr. Cellphane"
transparente...
Só o amogo, só o que conta e o que ouve, só o que guarda segredos e ouve as explicações. Só op que observa, nunca o que participa... Só o que está, nunca o que É...
Nem ouço mais sobre o amor nos meus sonhos...
Faz muito pouca diferença olhar pra trás a não ser pra pensar o que de bom eu posso tirar dos meus erros. Mas onde foi mesmo que eu errei?
Só quero me apaixonar.
Só quero nunca me apaixonar.
Só quero ser um pouquinho feliz.
E se puder, nunca mais sofrer.
Mas parece que vai ser sempre assim... nada nunca dá certo pra mim.
"But I have one last cry before I leave it ALL behind"
Soundtrack: One Last Cry, by Marina Elali
Diga que não é verdade (Say it isn't so!): filme tipo sessão da tarde de qualidade um pouco duvidosa. Feito em 2001, trouxe Chris Klein e Heather Graham como um casal de jovens apaixonados que acabaram desocbrindo segredos que os impediam de ficar juntos. Descobrir verdades demais é prejudicial à saúde mental.
domingo, agosto 06, 2006
Episode 5.08 [ From Here To Eternity ]
Episode 5.08 [ From Here To Eternity ]
E estou finalmente a algumas horas de voltar pra faculdade. Talvez não signifique nada pra vocês, além de um garoto que prefere não dormir e ficar na internet sem pensar que no dia seguinte tem aula até as 5 da tarde. Mas pra mim é um grande passo. Talvez um passo ainda maior do que ter entrado na faculdade.
Quando me mudei pra Belo Horizonte, comecei a sonhar. Era um mundo completamente novo. Eu tinha consciência de que a cidade ainda oferecia alguma resistência a mim, mas eu achava tudo aquilo o máximo... ser mais um em um lugar onde NINGUÉM se preocupa com a sua vida. É claro... ins e outs. Pontos positivos e negativos. Mas eu realmente pensei que minha vida havia mudado e daquele momento em diante seria dali pra cima. Eu moraria em cidades cada vez maiores, que comportariam sonhos maiores e maiores realizações. E a minha cidade passou a ser Belo Horizonte e suas luzes ofuscantes.
Então vieram as férias e o sonho acabou. Não que voltar pra Sete Lagoas tenha sido ruim, mas foi um grande choque ver que o meu mundo é aqui. Os meus sonhos podem ser grandes mas a cidade em que vivo não. Meus amigos estão aqui, minha família está aqui, o meu quarto, minhas idéias e minhas anotações pertencem a essa cidade. Esse é o meu mundo. E não sei se estou preparado para deixá-lo. Não sei se um dia estarei.
Hoje eu parei pra pensar: "Amanhã começa tudo de novo". E eu não cumpri a metade da minha lista de afazeres das férias. Não vi meus amigos do 3° ano... Não mandei aquele e-mail que ainda está entalado... Não assisti a 1000 filmes bons... Não encontrei o amor da minha vida... Não terminei o meu roteiro... Mas ainda há tempo.
From hete to eternity - A um passo da eternidade: filme de 1953 que ganhou um monte de Oscars, com o Frank Sinatra e mais um monte de estrelas do preto e branco. Jovens adultos tentam construir suas vidas moldando-se às condições propostas pela guerra, nas vésperas do ataque a Pearl Harbor. Tudo a ver...
Soundtrack: (I've got you) Under my skin, by Frank Sinatra
E estou finalmente a algumas horas de voltar pra faculdade. Talvez não signifique nada pra vocês, além de um garoto que prefere não dormir e ficar na internet sem pensar que no dia seguinte tem aula até as 5 da tarde. Mas pra mim é um grande passo. Talvez um passo ainda maior do que ter entrado na faculdade.
Quando me mudei pra Belo Horizonte, comecei a sonhar. Era um mundo completamente novo. Eu tinha consciência de que a cidade ainda oferecia alguma resistência a mim, mas eu achava tudo aquilo o máximo... ser mais um em um lugar onde NINGUÉM se preocupa com a sua vida. É claro... ins e outs. Pontos positivos e negativos. Mas eu realmente pensei que minha vida havia mudado e daquele momento em diante seria dali pra cima. Eu moraria em cidades cada vez maiores, que comportariam sonhos maiores e maiores realizações. E a minha cidade passou a ser Belo Horizonte e suas luzes ofuscantes.
Então vieram as férias e o sonho acabou. Não que voltar pra Sete Lagoas tenha sido ruim, mas foi um grande choque ver que o meu mundo é aqui. Os meus sonhos podem ser grandes mas a cidade em que vivo não. Meus amigos estão aqui, minha família está aqui, o meu quarto, minhas idéias e minhas anotações pertencem a essa cidade. Esse é o meu mundo. E não sei se estou preparado para deixá-lo. Não sei se um dia estarei.
Hoje eu parei pra pensar: "Amanhã começa tudo de novo". E eu não cumpri a metade da minha lista de afazeres das férias. Não vi meus amigos do 3° ano... Não mandei aquele e-mail que ainda está entalado... Não assisti a 1000 filmes bons... Não encontrei o amor da minha vida... Não terminei o meu roteiro... Mas ainda há tempo.
From hete to eternity - A um passo da eternidade: filme de 1953 que ganhou um monte de Oscars, com o Frank Sinatra e mais um monte de estrelas do preto e branco. Jovens adultos tentam construir suas vidas moldando-se às condições propostas pela guerra, nas vésperas do ataque a Pearl Harbor. Tudo a ver...
Soundtrack: (I've got you) Under my skin, by Frank Sinatra
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