sexta-feira, março 02, 2007

6.02 - Little Manhattan

[ Little Manhattan ]

E de repente o filme me fez pensar. E talvez pensar mais na minha própria vida mais do que qualquer outro filme. O responsável por isso foi “Little Manhattan”, uma despretensiosa história sobre um garoto de 10 anos que se apaixona pela sua companheira de caratê, de 11 anos. Tudo no filme soa tão real, mesmo na mais bizarra das cenas, em que a consciência do garoto (na forma de um mestre oriental das artes marciais) aparece para o menino, lhe dando conselhos sobre beijar ou não a garota durante um treino (algo como o Mundo de Bobby em ação real). É tudo tão plausível, tudo tão doce e tudo tão infantil. Acho que ninguém deveria perder esse sabor doce que a gente sente quando é criança e se apaixona pela primeira vez. Quem é que não disse as coisas erradas na hora errada? Quem é que não ficou sem ação, sem saber como agir diante daquela pessoa especial? Quando se é criança, as barreiras são tão grandes. Tem a insegurança, tem o medo da rejeição, a dúvida… E não somos sempre assim mesmo depois de crescidos? Você aí pode até dizer que a diferença é que o amor infantil passa logo. Pois eu digo que fica, e dura tanto quanto qualquer outro amor, proporcionalmente falando.
Talvez sejamos até mais fortes aos 10 anos. Talvez consigamos enfrentar melhor as vicissitudes do amor e conseguir superar. É óbvio que também é muito mais difícil assumir os nossos sentimentos, pois ainda não se sabe o que fazer com eles. Mas falando sério, quando é que se sabe?
Só temos a aprender com essas crianças e seus amores, e valoriza-los um pouco mais. Quem sabe assim nossas vidas amorosas pseudomaduras seriam bem melhores…

Pode haver outros amores, maiores e melhores, mas nunca outro primeiro amor.


Dica de locadora: Little Manhattan (ABC do Amor) - é a tal história do garotinho de 10 anos tentnado viver uma história de amor na grande maçã (apesar de que sua mãe só o deixa ir até a rua 72)
Citação: "Esta vida é um punhal de dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais." (Menotti del Picchia)
Trilha Sonora: Cannonball, by Damien Rice

5 comentários:

lonely star disse...

nem me fale em pseudomaduro²²²²²

¬¬

victor disse...

Adorei o "quando é que se sabe?".
Me lembrou de "Jesus, does anyone?"
Um doce se lembrar de que filme é isso (claro que cê vai lembrar).

E eu vi seus comentários sim. E já os comentei, lá no blog, mesmo.
Valeu demais!

Abraço!

Michereff disse...

Realmente ninguém sabe.
É tudo tão fácil quando somos crianças. Não temos preocupações de como realizar; simplismente vemos tudo já pronto e feito.

O mesmo acontece com o amor. Nunca sabemos como agir, mesmo que inconscientemente. Mas somos muito mais simples. É depois que começamos a complicar as coisas.

Enfim, quando é que se sabe?
=P

Adoro seus textos!
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Abraços!

Ankh disse...

então tá, né?

Du disse...

Pode ser... Em partes pq cada um sabe o que sente. E cada um sabe (ou não) o que fazer com o que sente. O sentimento é muito pessoal. Inseguranças sempre vão rolar, mas lembra daquele papo de se arriscar? E pra que? Á toa? Não! Pra viver! Só pra isso. Há sentimentos que queremos aplicá-lo, e há outros que queremos reprimí-los. E outros, e outros...
E realmente ninguém sabe qual a coisa mais certa a se fazer com eles. Mas se vc tentar pode acontecer. Ou não. E no fim de tudo isso o que fica? Um amadurecimentozinho mesmo que pequeno, porém real.